Pela Culatra
sexta-feira, janeiro 12, 2007
 
FÁBULA DA BUCETA QUE ASSOVIAVA



Num reino muito distante, localizado ao sul dos países baixos, todo o povo vivia em harmonia até que ela foi quebrada pela buceta de uma alegre e jovial florista. E tudo porque sua buceta assoviava.
Naquele reino todas as bucetas assoviavam, só que por suas donas usarem calcinhas, seus assovios saíam abafados, parecendo mais com um sopro imperceptível. Num dia primaveril em que a jovem florista se sentia muito feliz, pois todo o seu jardim desabrochara de forma exuberante, ela resolveu que sairia para vender suas flores sem usar calcinha por baixo de sua linda saia rodada.
E enquanto vendia suas flores, sua buceta assoviava as mais diversas canções e todos ficavam encantados com aquele mavioso som. Todas as demais bucetas do reinado se esforçavam para que ouvissem seus melodiosos sons também, mas era em vão, a tirânica calcinha abafava todas as suas tentativas.
Com o passar dos dias abateu-se uma profunda tristeza em todas as bucetas do reino por não poderem encantar aos outros como fazia a buceta da florista que abolira de vez o uso da calcinha, deixando sua bucetinha livre para encantar a todos com suas árias. As demais bucetas não tinha raiva e nem inveja da buceta da florista, apenas estava tristes pois sabiam que também eram capazes de produzir o mesmo encanto com seus assovios.
O problema foi levado ao rei e esse vendo a gravidade do caso convocou os sábios aciões do reino e ficou decretado que a florista usasse calcinha, acabando assim com o acabrunhamento agudo das demais bucetas do reino, pois se nenhuma assoviasse não haveria razão para tristeza.
A florista recebeu o comunicado oficial do reino em sua casa pela manhã quando se preparava para sair com seu cesto de flores. Muito contrariada, mas como era uma súdita obediente resolveu que acataria a ordem. O problema é que dera todas as suas calcinhas para uma pedinte que passara dias atrás por sua porta. Resolveu que iria direto ao bazar que havia perto de seu ponto de venda de flores e compraria uma calcinha antes de iniciar o trabalho. Sua buceta, pressentindo seus últimos momentos de glória, assoviava como nunca no caminho para o bazar. Era um assovio mais alto, encorpado e de uma pureza e uma melodia que era impossível não ouvi-lo em qualquer lugar que fosse no reino.
Quando a florista chegou na praça a guarda real já a esperava para leva-la ao calabouço de onde só sairia para sofrer a pena capital estipulada para o seu crime: morte na fogueira.
No dia da execução a praça estava tomada por todos os habitantes daquele reino. A florista foi levada ao altar construído para o ofício e colocada sobre um monte de madeira entremeada por palha seca. Antes de o carrasco levar sua tocha acesa até a palha para acender a fogueira foi dado à florista o direito de fazer um último pedido. Ela lançou um terno olhar sobre a multidão e pediu que lhe tirassem a calcinha. O seu pedido foi concedido e assim que abaixaram sua calcinha, sua buceta começou a assobiar uma música tão terna e tão doce que maravilhou a todos. Até o carrasco relaxou os seus duros traços e quase chegou a esboçar um sorriso, mas era seu dever atear fogo à palha.
E no momento em que ele se abaixava para acender a fogueira, ouviu-se um outro assovio na multidão. Era a professora do reinado que tirara sua calcinha e imediatamente sua buceta que era tenor começou a acompanhar a canção da buceta da florista. De repente ouviu-se mais um assovio, esse era contralto. Era uma camponesa que também tirara sua calcinha, deixando que sua buceta formasse um trio com as outras duas. O rei encolerizou-se com aqueles atos de rebeldia, com aquele motim, e ordenou que as insurgentes sofressem a mesma pena da florista. Mas antes que os guardas pusessem as mãos nas rebeldes, ouviu-se um outro assovio, esses um assovio grave que formou um quarteto perfeito com as outras três bucetas que assoviavam. E, pasmem, essa buceta de assovio grave era nada mais nada menos que a buceta da esposa do rei, uma mulher de compleição robusta e amada e respeitada no reino.
Uma grande alegria se formou na praça. O povo tirou a florista de sobre a madeira com palha ficando só sua calcinha no lugar. Atearam fogo à palha e as calcinhas começaram a voar de todas as direções para a fogueira que crescia com o volume de calcinhas e todas as bucetas assoviavam livres e alegres. Quando a última calcinha foi atirada à fogueira fizeram-se uns cinco segundo de um silêncio tão denso que deixou a todos em suspenso, mas de repente todas as bucetas prorromperam a um só tempo num extasiante concerto de assovios entoado o “Aleluia” de Haendel. E nunca mais nenhuma mulher usou calcinha naquele reino e as bucetas foram felizes para sempre.
 
 
 
quarta-feira, janeiro 03, 2007
 
Manual de Etiquetas para punheteiros (continuação)
capítulo I
Quando bater uma punheta
Durante a escovação dos dentes. Tente fazer um movimento circular com uma mão e o de vai-e-vem com a outra. Você vai ver que não é nada fácil. Das duas uma: ou você conseguirá bater uma boa punheta, mas ficará com a escovação deficitária, ou conseguirá uma boa escovação, mas não conseguirá uma punheta satisfatória. A segunda hipótese nunca ocorrerá, pois sendo você um punheteiro obstinado, deixará sempre a escovação de lado, o que resultará em dentes cariados. Não faça isso.

Na hora do almoço. Eu sei que alguns alimentos podem despertar sua libido como uma rodela de tomate ou pepino, uma leitoa assada, uma rã a milanesa, enfim, até sua inocente vovozinha mastigando com aquela boquinha murcha vai lhe deixar teso e acariciando a piroca. Porra, sacana, mas você precisa comer, se alimentar também. to be continued
 
quarta-feira, dezembro 27, 2006
 
 
 
Manual de Etiquetas para Punheiteiros


Esclarecimento I


Inicialmente este seria um manual de etiquetas para onanistas, mas o termo soa quase como eufemismo para masturbação que já é um termo bem comportado para designar a velha e boa punheta. São dois os problemas com o termo “onanismo”, primeiro, seu significado primeiro é “coito interrompido”, referindo-se à história bíblica que relata o fato de Onã não ejacular dentro de sua cunhada-viúva para não perpetuar a geração de seu irmão morto.
O segundo problema é que o outro significado por extensão de onanismo é “masturbação”, o que serve tanto para homens quanto para mulheres. E eu estaria sendo, no mínimo, escroto se me arvorasse entendedor de masturbação feminina. Por tanto fica o termo “punheteiro”, que vem de punheta e que segundo os melhores dicionários refere-se à masturbação masculina.
Lamento não estender meus conselhos práticos às moçoilas, mas tenho certeza que na internet já deve ter uma boa quantidade de mulheres fazendo isso com a natural autoridade que eu não tenho.


Capítulo I

Quando bater uma punheta


1. Lógico que qualquer hora é boa para uma punheta. Mesmo porque sendo você um punheteiro contumaz, não me daria ouvidos, mas lembre-se de que este é um manual de etiquetas para punheteiros e eu terei que dizer quando o horário não é o mais apropriado.

Durante o café da manhã. Não é muito higiênico, mesmo porque você já bateu uma quando acordou e outra depois que deu a primeira mijada. E além do mais há o risco de queimadura. Se no momento de levar o café com leite quente à boca coincidir com a gozada, fatalmente você vai derramar o líquido por todo o corpo. Sem contar que sua vovozinha pode estar ao lado meio constrangida caso ela venha perceber alguma coisa. to be continued
 
sexta-feira, dezembro 22, 2006
 
 
terça-feira, dezembro 19, 2006
 
 
segunda-feira, dezembro 18, 2006
 
 
 
 
 

REGA-BOFE


Ando querendo banquetear-me
com um presidente.
Não me entendam mal,
ele não estará ao meu lado,
e sim no meu prato.
Um presidente é comparável
ao leitão do faraó.
Tratado com finas iguarias
e nutrido até o abate
com leite de porcas escolhidas
e separadas sem outro fim senão
amamentar o fragoroso leitão
cuja finalidade transcendente
é deixar-se engordar.
Convidarei os mais ilustres
para o suntuoso banquete.
Provavelmente não comparecerão,
então, farei como o senhor da parábola
que na ausência dos convidados
mandou que se buscassem
os desvalidos, os desgraçados
para que se banqueteassem com ele.
Que me desculpem as velhinhas
com suas providenciais sopas,
mas roubarei a cena da boa ação.
E podem acreditar no impossível,
o presidente será unanimidade.
Não haverá entre os convivas
quem reclame do leitão.

 
sexta-feira, dezembro 15, 2006
 
 
 
 
O cotidiano visto pelo seu lado poético escatológico pelo escritor Joe Rosa

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